Pois bem, vamos lá falar de EDUCAÇÃO, aquela que vem de berço, de casa, aquela recebida pelos nossos pais enquanto ainda criança.
Este tema tem sido bastante comentado devido o livro lançado por Amy Chua (professora de Direito na Universidade de Yale em New Haven nos Estados Unidos da América), que lançou um livro, cujo título em português é: O Grito de Guerra da Mãe Tigre.
Amy Chua diz em seu livro que:
"Meu papel como mãe é preparar vocês para o futuro, e não fazer com que gostem de mim”.
Com essa frase, Amy Chua justifica às suas duas filhas, Sophia e Lulu, e também ao leitor o motivo de ser tão rígida quando o assunto é educação. Amy Chua decidiu criar suas duas meninas com o mesmo tratamento que teve de seus pais: com controle, dedicação, firmeza e extrema cobrança. A rotina puxada de estudo e treinos de violino e piano que Amy narra em Grito de Guerra da Mãe-Tigre, publicado aqui pela Intrínseca, causa espanto e críticas por parte da cultura ocidental. O método da “mãe-chinesa”, como ela o batiza, não aceita erros. As notas devem ser sempre as mais altas, os professores sempre estão com a razão, o respeito é fundamental e, em competições, ela não aceita nada menos do que vencer. Apesar de tanto rigor e pressão em cima de suas filhas, Amy mostra em seu livro, comparando culturas e valores, que a cobrança e as duras palavras proferidas tiverem sim o seu efeito.
Amy apresenta o método da mãe-chinesa fazendo constantes comparações com a cultura ocidental. De início, se mostra uma mulher dura, rabugenta, preconceituosa e irritante, mas conforme narra a sua relação com as filhas, o leitor percebe aos poucos que essa maneira controladora de lidar surtia efeitos.
Ao criticar, exigir mais e exaurir suas filhas com tanto treino e estudo, Amy acredita que incentivou suas meninas ainda mais a melhorar. Era uma maneira mais eficiente de dizer que elas eram capazes de realizar feitos que julgavam serem impossíveis de fazer. E elas realmente conseguiam.
Ser uma mãe-chinesa, para ela, é muito mais difícil do que empregar o estilo aberto e livre que os pais ocidentais tanto prezam, focado na auto-estima de seus filhos. Amy esteve prestes a relaxar a educação de Sophia e Lulu por várias vezes por considerar que estava sendo severa demais, mas logo bloqueava a tristeza que sentia por ser vista como um carrasco. Era justamente na fraqueza de ceder às vontades dos filhos por medo de magoá-los que Amy via a culpada pela criação de crianças desobedientes e pouco dedicadas. Não há como o leitor não concordar pelo menos com parte do que ela alega. Os jovens de hoje parecem agir cada vez mais contra àqueles que os criam, desrespeitando-os e pouco fazendo pelo seu próprio futuro. Mas ainda assim, o confronto com a opinião de Amy é muito grande.
De um livro pedante e exibicionista – que a própria Amy confessa ser – , Grito de Guerra da Mãe-Tigre se transforma em um relato bem-humorado e intenso sobre a educação de uma criança. Ela levanta questões interessantes a se pensar sobre como nossa sociedade enxerga o ensino, aponta valores que se perderam em nossa cultura que deveriam ser resgatados. O que mais fica na cabeça do leitor no fim do livro é quanto o futuro da criança deve ser priorizado. Uma leitura que qualquer mãe, pai ou educador deveria experimentar.
Bom, diante de tudo isso, estou lendo a Veja desta semana e me deparo com uma reportagem a respeito do tema. Na verdade, falava-se da Educação no estilo Chinês e Judeu e comparava a "Educação" no Brasil. (Por favor, me atualizem. A Educação no Brasil ainda existe? Onde a encontro? Está a venda? ).
E então, como devemos educar nossos filhos?
Apenas para refletir;
Beijos
Poliana Gonçalves